Os mártires do Cururupe

“Antes de a gente [ter] nascido, os brancos mataram muito índio aí em Olivença, do Cururupe até o Acuípe, uma légua de índio morto, pareado. Já pensou quanto índio morreu?” (Marcionílio Alves Guerreiro, conhecido como seu Bebé, 80 anos).

No próximo dia 29 de setembro, os Tupinambá realizam a VIII Caminhada dos Índios Tupinambá de Olivença em Memória dos Mártires do Massacre do Rio Cururupe, em Olivença (distrito de Ilhéus, Bahia). Veja o convite aqui.

A praia do Cururupe, extremo norte da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, foi cenário da sangrenta Batalha dos Nadadores, comandada por Mem de Sá, em 1559. Segundo relato do próprio governador-geral, quando dispostos ao longo da praia, “tomavam os corpos [dos indígenas assassinados] perto de uma légua” (apud João da Silva Campos. 2006 [1947]. Crônica da capitania de São Jorge dos Ilhéus. 3 ed. Ilhéus, Editus, p. 186).

Em 30 de setembro de 2001, os indígenas realizaram a primeira caminhada em memória dos mártires do Cururupe, recordando tanto o massacre levado a cabo por Mem de Sá no século XVI, quanto as ações do indígena Marcellino José Alves e de seus companheiros, que, nas décadas de 1920 e 1930 lutaram contra a penetração dos não-índios no território Tupinambá.

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